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dois versáteis e um corno nada manso (+18)

1: Versátil Corno Nada Manso* 2: Versátil* 1: Blz?  2: Jóia!  (Foto enviada) 1: Curte? 2: Gostoso você!  1: Ativo? 2: Versátil, e você? 1: Versátil também, que delicia cara. Onde você mora?  2: Venda Nova.  1: Lá tem muita pegação? 2:Tem, eu curto lá. Semana passada tava cheio.Tem uma parte que é só pegação. 1: Dá cara novo ou só velho? Kkk 2: Misto, dá de tudo. Só peguei gostoso até hoje 1: Que delícia mano, já foi na lagoa? 2: Qual? 1: Pampulha 2: Passei uma vez lá, e estava rolando pegação.  09:55 1: Bom dia. Você tem fetiche em algo? 2: Gold shower, transar na natureza, e você? 1: Curto meter em cu leitado.Transar na natureza? Qual lugar você acha bom? 2:Tem quantos anos? 1: 28. E você? 2: 33 7:30 2: Bom dia! Tem Insta? 1: Tenho X mano. Mas prefiro conversar por aqui.  2: Tem mais foto sua? 1: Agora só tenho essas. 1: Ta afim de fazer a 3? Conhece Alguém? 2: Tenho um amigo que toparia. 1: Tem o corpo dele aí? É cara gostoso né mano? kkk 2: Ele é pa...

uma noite de artes plásticas

O museu,  que também é galeria com suas luzes acesas iluminou diferente no centro agitado de uma terça-feira. De pós academia, acertei no caminho. Encontrei uma vernissage.  De short tactel  e camiseta,  mal percebi o único dress code possível em meio a rotina. As bichas estavam lá,  meio pavão, meio galinha da angola,  na porta todas fumando tipo cruela no mais clichê filme Disney. Outra acabou de entrar, de casaco em pleno abril, 24 graus. Na recepção,  o porteiro programado pergunta: Qual exposição? Gostaria de dizer: Na com coxinha e cerveja. Ele com a cara de dúvida pensando que eu, ali, não era do meio, com suas olheiras o indigesto entendeu, e resolveu pôr fim ao constrangimento.  No primeiro piso, saxofone,  todos de preto  uns salgadinhos gelado, o frango da empadinha estava bem temperado  mas tudo gelado, de menos o ar condicionado. As madames não paravam de chegar em contraste com as artistas essas sim, autênticas,  ...

pra chamar o verão

Das montanhas gerais o rio frio, a mata escura, a bruma densa, o sol tímido, indicam a estação do ano. A bandeirola de papel já desbotada, o chão marcado pela fogueira, a playlist exausta, a piada gasta “olha a cobra”. A baixa temperatura,  a introspecção da vida. Os ventos de agosto  chegaram, bandeiras brancas subiram. É hora daquele sentimento  bem conhecido, desejado, um tal de algo terminando, o fim, o mito, a miragem do 31 de dezembro.  O verão,  a festa, a pele descoberta, o suor na testa, o cc alheio, a humidade alta, a cama molhada, o sono interrompido, a sinfonia dos mosquitos, o cansaço, a rotina alterada, a resenha que alivia, a praia , a cachoeira, o rio, a sequência de feriados, o churrasco, o carnaval. O logo ali, a ansiedade que não passa, o tempo que corre, a lua indicando os ciclos, o eterno retorno.

paguei sem dever

Na geladeira, um coração. A galinha botou outro ovo,  o empurrou,  quebrou, todas comeram.  Escuto um uivo,  som grave, mexeu comigo. Noite de outono, pouca luz.  No encontro do azeite com a água quente, os elementos não se misturaram, a manteiga derreteu, o alho queimou, o fogo alto devorou tudo.  O sol foi embora às 17, temperatura caiu,  12 graus. A impaciência do paciente me revelou o segredo da espera, não existe. Afirmo.  Não deveria ter proposto,  Não deveria ter convidado, Não deveria ter olhado profundamente  como cachorro com fome.  Talvez fosse mais sede do que fome. Me equivoquei, não tem volta, agora é sem rodeios, se vira. Na espreita, observo o fim das coisas. Não é pessimismo, é a certeza já dita, o comportamento que se repete, o tempo que entrega, o erro familiarizado.  Conheço bem esse movimento, o jogo já jogado, o capeta bem abraçado, a rapadura que não amolece. Um projeto mal elaborado tentando se ajeitar a...