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Mostrando postagens de julho, 2024

margem esquerda do capibaribe

Sua cheia inundou minha noite, atingiu meus sonhos, desaguou emoções não elaboradas indicando lágrimas, me afoguei.  A via mangue,  os museus do Marco Zero, os bares da Rua Aurora e as bixas do Parque Treze de Maio  se fizeram presentes, me fazendo acreditar não estar a tantos quilômetros de distância, será? O letreiro apagado do São Luiz, as pinturas da Igreja Santíssimo Sacramento, a tenebrosa Praça do Diário  e as tantas pontes sobre o rio, sobre o capibaribe sem mangue, estavam lá.  Entre Boa Vista  e Boa Viagem, boa mesmo foi o suor pingado a cada colherada de sopa quente  no finalzinho da tarde. Você estava lá com seu cabelo cacheado, desgrenhado me dizendo que “agarrado” é nossa palavra em comum.  O bar da morgana pareceu pequeno. Serpente pernambucana  de margem larga,  águas calmas doce como teu sotaque cantado ao pé do ouvido ou no áudio enviado. Achei estranho, não consegui acessar as ruas de pina. Não tinha praia, nem o resta...