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Mostrando postagens de agosto, 2024

taiwan, a ilha

Fui expulso de Taiwan e não gostei.  Um dia e seis horas de avião ou barco, talvez eu chegue novamente  até sua borda. Chamada de formosa, ilha formosa no brasileiro, do alto  uma volta  redonda nas águas da agigantada  china, ao oriente de mim.   Taiwan, olhei na tua cara  e desejei teu mar.  Me dará trabalho esquecer suas águas quentes. Litoral denso, urbano, interior montanhoso,  difícil de chegar, talvez  não tive fôlego para escalar, tentarei?  Uma carta de expectativas  com perspectivas de um futuro  que talvez aqui, hoje, não exista. Sem espera, sem pressa, sem messias. Preservarei seu cartão de visita, meu passaporte e nossos cafés da manhã. As cervejas estão na memória, não imaginei que asiático  do oriente distante gostasse tanto.     Deixo aqui gravado  o desejo do retorno,  talvez em viagem  curta, ao seu território  insultar.

pra lá já é Bahia

Seis meses me separaram. O campo da pólvora pareceu pequeno, novo trajeto. O antes não existe  (como projetei) o hoje parece não existir (como projeto) e o amanhã? Me parece derradeiro.  Fui engolido pela falha geológica,  duas cidades alta e baixa me encontrei no meio.  A Lapa e suas barracas atoladas  em ruas estreitas, cheias, enclausurada entre o shopping, a estação, e a avenida  7. Lembro da praça,  também 7.  Ô Sete,  com  quantas encruzilhadas se faz essa cidade?  Rua da poeira  próximo das ladeiras saúde ou pelourinho?  Brindei no Neusão,  no Santo Antônio, na Barra sentado mirando Itaparica, do outro lado a espera da travessia.  O antigo cine Pax continua derretendo  ao tempo no tempo. É passeio público ou estacionamento?  O teatro não se rendeu, Vila Velha!  Entre a presença  e suas ficções,  roteirizei a praia,  o samba,  a orquestra  o boteco  o romance...