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Mostrando postagens de novembro, 2024

sexta, sábado, domingo: outubro, novembro, dezembro

Chegou novembro, é natal na espera derradeira pelo fim ficcional. Da varanda da casa da vó, tinha a chuva presente,  a garoa intermitente. Ali estetizei  as coisas, a vida. A chuva intensa sobre a lagoa, as erupções das gotas no espelho d’água, os postes de luz borrados pela chuva, Tudo virou imagem.  A ceia farta bem comida antes da hora, na expectativa do réveillon, da virada.  O medo da lagoa em festa. Não tinha perigo,  nem festa, na ausência da chuva eram pessoas sentadas na orla sem opção além do show da virada. Desligaram o Roberto Carlos.  Eu estava lá,  na beirada da água, na casa e na rua Paris. Gostava da chuva caindo de mansinho, como hoje.  O pai nosso demorado, a fome sem disfarce, o engradado esvaziado, o repeteco das piadinhas, as brigas pós álcool, os segundos da contagem,  o estouro da cidra,  o abraço suado (às vezes forçado). Tudo compõe.  Na chuva, a beleza do eucalipto em movimento,  quase tombado pelo ven...