estirado no asfalto, sendo filmado

Abandonei a espera compulsória,
rasguei os códigos previstos.
Matei o herói, 
o arranquei de dentro de mim.
Errei?

Repito

sem pressa,

sem espera

sem messias. 


Agir agindo.

Alterar comportamentos

pré-estabelecidos,

mudar as regras,

furar a bola 

e acabar com o jogo. 


A aposta é erro 

até ser acerto.

Neguei o cansaço

ele me engoliu.

Achei que a tentativa fosse coletiva.

Agora é jogo do bicho?

Me ferrei com o veado. 


Na linha troncha que separa

o coerente do confuso, 

a verdade da mentira,

quem cria os parâmetros?

Eu?

Nós?

Os taps do Grindr?

Os storys do Insta?

Ou o tempo de conversa no Zap?


Atravessar a linha,

matar a regra,

implodir o combinado,

tacar fogo no acordo.


Se tudo é volúvel

e o instinto é quem manda,

o que resta?


Me afobei,

saí na contramão 

amassei o carro.

Corri na terapia

mas não tinha doutor,

o dinheiro zerou o valor

as contas pararam de render.

E agora? 

Vou precisar achar uma jazida?

Voltar no tempo?

Estabelecer o comércio pela troca?


Olhei fundo,

não enxerguei o que queria.

Tudo tem validade

eu,

você,

nós.

Mirei e não era.

Um fake de mim mesmo

agindo na berlinda

sem valsa

sem Caju (da Liniker),

sem. 

Ausência na presença.

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