pra chamar o verão
o rio frio,
a mata escura,
a bruma densa,
o sol tímido,
indicam a estação do ano.
A bandeirola de papel já desbotada,
o chão marcado pela fogueira,
a playlist exausta,
a piada gasta
“olha a cobra”.
A baixa temperatura,
a introspecção da vida.
Os ventos de agosto
chegaram,
bandeiras brancas subiram.
É hora daquele sentimento
bem conhecido,
desejado,
um tal de algo terminando,
o fim,
o mito,
a miragem do 31 de dezembro.
O verão,
a festa,
a pele descoberta,
o suor na testa,
o cc alheio,
a humidade alta,
a cama molhada,
o sono interrompido,
a sinfonia dos mosquitos,
o cansaço,
a rotina alterada,
a resenha que alivia,
a praia ,
a cachoeira,
o rio,
a sequência de feriados,
o churrasco,
o carnaval.
O logo ali,
a ansiedade que não passa,
o tempo que corre,
a lua indicando os ciclos,
o eterno retorno.
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