serra do cipó

Na beira do lago 

um paredão.

A serra,

o rio, 

o silêncio profundo 

a ausência humana.


Escuto um som, 

ruído longínquo

olho para o alto,

identifico

mais um avião seguindo ao norte.


A poeira do forró 

ficou impregnada no nariz.

O candombe do açude

aqueceu o corpo.

O quentão

afastou o frio

e a lua no breu

iluminou a estrada,

quilombo em festa.


Enrolei no Cipó,

fiquei mexido

outra vez. 


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